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"Queriam silenciar-me": Leonardo Marcos reaparece em liberdade e faz graves acusações contra o SIC

Luanda, Angola - O activista Leonardo Marcos recuperou a liberdade nesta segunda-feira (13), depois de permanecer vários dias sem que familiares e colegas soubessem do seu paradeiro. À saída do Tribunal Dona Ana Joaquina, onde seria submetido a julgamento sumário, o activista afirmou que nunca esteve legalmente detido, mas sim "raptado", acusando agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) de o manterem incomunicável e de o submeterem a alegados maus-tratos durante o período em que esteve privado da liberdade. Segundo Leonardo Marcos, tudo começou após a divulgação de um vídeo que, segundo as autoridades, alegadamente atentava contra o bom nome do SIC. O activista rejeita essa acusação e garante que nunca recebeu qualquer notificação antes de ser levado por indivíduos que identifica como agentes da corporação. "Não foi detenção, foi rapto. A intenção era silenciar a minha voz", declarou. O activista afirmou que apenas soube onde estava detido quando foi retira...

Raptar activistas não é normal nem aceitável", afirma Luís de Castro após desaparecimento de Leonardo Marcos

Luanda, Angola - O presidente do Partido Liberal, Luís de Castro, condenou as alegadas perseguições contra activistas cívicos em Angola e exigiu o esclarecimento do paradeiro de Leonardo Marcos, activista que se encontra em parte incerta desde a noite de quinta-feira, 9 de Julho, após um alegado rapto registado na zona da Gamek, em Luanda.

Num pronunciamento público, Luís de Castro considerou "inadmissível e inaceitável" que cidadãos sejam alegadamente perseguidos, intimidados ou raptados por denunciarem casos de má governação e exigirem maior responsabilização dos titulares de cargos públicos.

O líder liberal recordou que, no início do mandato, o Presidente da República afirmava que "ninguém é tão poderoso que não possa ser punido e ninguém é tão pobre que não possa ser protegido". Contudo, defendeu que a realidade demonstra que continuam a existir alegados actos de perseguição contra cidadãos cujo único objectivo é exercer o direito à liberdade de expressão.

"Não é normal, nem aceitável, que activistas cívicos continuem a ser raptados por denunciarem a má governação. Num Estado de Direito, a liberdade de expressão não pode ser substituída pelo medo, nem a crítica ao poder pode ser respondida com raptos ou intimidação", declarou.

Luís de Castro apelou às autoridades para que actuem com urgência, esclareçam as circunstâncias do desaparecimento de Leonardo Marcos, localizem o activista e identifiquem os eventuais responsáveis, caso sejam confirmadas responsabilidades criminais.

O presidente do Partido Liberal manifestou ainda solidariedade ao activista e à sua família, assegurando que a organização política está disponível para prestar todo o apoio necessário até ao esclarecimento do caso.

Segundo informações divulgadas anteriormente, Leonardo Marcos desapareceu depois de se deslocar à zona da Gamek para um alegado encontro com outro activista. Testemunhas relataram que uma viatura não identificada chegou ao local e que três pessoas terão sido levadas pelo veículo. Até ao momento, não existe qualquer confirmação oficial sobre o paradeiro do activista, nem sobre as circunstâncias do alegado rapto.

O caso continua envolto em incertezas e aguarda um pronunciamento das autoridades competentes, enquanto familiares, amigos e organizações da sociedade civil continuam a pedir esclarecimentos.

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