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O Assunto do Momento

Concurso da Saúde arranca dia 13: Governo abre 6 mil vagas e alerta que ninguém deve pagar pela inscrição

Luanda, Angola - O Ministério da Saúde anunciou, esta quinta-feira, a abertura do Concurso Público de Ingresso Externo 2026, que vai disponibilizar 6.000 vagas em todo o país. As candidaturas decorrem entre 13 e 31 de Julho, através do portal oficial do concurso e das plataformas digitais do Ministério da Saúde, sendo o processo totalmente gratuito. O anúncio foi feito pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante a apresentação oficial do concurso, onde esclareceu que as vagas destinam-se ao reforço dos recursos humanos nas unidades sanitárias do país, com prioridade para as novas províncias do Leste e para hospitais de referência que deverão entrar em funcionamento até ao primeiro semestre de 2027. Das 6.000 vagas disponíveis, 2.963 destinam-se às unidades sanitárias de administração local e 3.037 às instituições do órgão central. A distribuição contempla 1.545 vagas para médicos, 1.828 para enfermeiros, 1.255 para técnicos de diagnóstico e terapêutica, 1.067 para pessoal de apoio...

Morreu a paciente que entrou em coma após procedimento estético na clínica "Nice da Luz"; suspeita fica em prisão preventiva

Luanda, Angola - A cidadã angolana que se encontrava internada em estado de coma, depois de ter sido submetida a um procedimento estético numa clínica privada em Luanda, morreu por paragem cerebral, confirmaram as autoridades. O caso, que já era alvo de investigação criminal, ganhou novos contornos com a confirmação do óbito e a manutenção da prisão preventiva da principal suspeita.

A informação foi confirmada pelo porta-voz da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), Intendente-chefe Quintino Ferreira, que revelou que a vítima permaneceu vários dias sob cuidados intensivos, mas acabou por não resistir às complicações decorrentes do procedimento.

A mulher deixa quatro filhos e a sua morte volta a colocar no centro do debate a fiscalização das clínicas de estética e a segurança dos procedimentos considerados invasivos realizados no país.

Na sequência do caso, o Juiz de Garantias determinou a prisão preventiva da responsável pela clínica, enquanto prosseguem as investigações para o apuramento das circunstâncias da intervenção e das eventuais responsabilidades criminais.

Entretanto, o processo continua a ganhar novos desenvolvimentos. Depois da divulgação do caso, aumentou o número de pessoas que afirmam ter sido vítimas de alegados maus procedimentos realizados na mesma clínica. Segundo o DIIP, pelo menos quatro novos denunciantes, entre os quais um homem, apresentaram queixas, alegando terem sofrido complicações após tratamentos efectuados na unidade.

Entre as novas denúncias encontra-se a de uma cliente que afirma ter desistido da cirurgia antes da intervenção por desconfiar das condições em que seria realizada. A cidadã exige a devolução de 2.510.000 kwanzas, valor que diz ter pago antecipadamente.

Segundo o seu testemunho, começou a desconfiar depois de receber orientações para comparecer ao procedimento bem alimentada, contrariando aquilo que conhecia sobre intervenções cirúrgicas, normalmente precedidas por jejum. A cliente afirma ainda que nunca lhe foram apresentados os resultados dos alegados exames pré-operatórios.

As autoridades continuam a recolher depoimentos e apelam a eventuais vítimas para denunciarem situações semelhantes, de modo a contribuir para o esclarecimento dos factos.

O caso reacendeu a discussão sobre a necessidade de maior fiscalização das clínicas de estética em Angola, sobretudo daquelas que realizam procedimentos invasivos.

Na sua opinião, as autoridades devem reforçar a fiscalização das clínicas de estética para evitar que tragédias como esta se repitam?

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