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Vai concorrer ao MININT? Saiba por que a PIR, a PGFA e a DIIP não são mencionadas pelo ministro
Desde que o Ministério do Interior (MININT) anunciou a abertura do concurso público, muitos candidatos têm questionado por que razão o ministro Manuel Homem menciona apenas a Polícia Nacional, o SIC, o Serviço Penitenciário, o Serviço de Migração e Estrangeiros e o Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, sem fazer referência à Polícia de Intervenção Rápida (PIR), à Polícia de Guarda Fronteiras de Angola (PGFA) ou à Direção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP).
A explicação é simples: a PIR, a PGFA, a DIIP e outras unidades não são órgãos executivos independentes do Ministério do Interior. Todas fazem parte da estrutura da Polícia Nacional de Angola (PNA).
O Ministério do Interior é constituído por cinco órgãos executivos:
- Polícia Nacional de Angola (PNA);
- Serviço de Investigação Criminal (SIC);
- Serviço Penitenciário (SP);
- Serviço de Migração e Estrangeiros (SME);
- Serviço de Proteção Civil e Bombeiros (SPCB).
Já a Polícia Nacional integra vários ramos, direções e unidades especializadas, entre os quais:
- Polícia de Intervenção Rápida (PIR);
- Polícia de Guarda Fronteiras de Angola (PGFA);
- Unidade de Reação e Patrulhamento (URP);
- Unidade de Segurança Pessoal e de Entidades Protocolares (USPEP);
- Polícia Fiscal Aduaneira (PFA);
- Polícia de Segurança dos Objetos Estratégicos (PSOE);
- Unidade de Trânsito e Segurança Rodoviária (UTSER);
- Direção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP);
- Direção de Informações Policiais (DINFOP);
- Unidade da Polícia Aeroportuária;
- Ordem Pública.
Assim, quem concorrer para a Polícia Nacional de Angola não estará a candidatar-se diretamente para a PIR, PGFA, DIIP ou qualquer outra unidade específica. Após concluir o processo de recrutamento e a formação, o efectivo poderá ser colocado em qualquer uma destas direções, unidades ou especialidades, de acordo com as necessidades da corporação e os critérios definidos pela Polícia Nacional.
Por essa razão, durante a apresentação do concurso, o ministro do Interior refere apenas os órgãos executivos do MININT, e não as unidades que fazem parte da estrutura interna da Polícia Nacional. Essa distribuição ocorre posteriormente, após a conclusão da formação dos novos efectivos.
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