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O Assunto do Momento

Agente Prisional morre após disparos acidentais durante troca de turno no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca

Uma Agente Prisional de 3.ª Classe morreu e outro efectivo ficou ferido na sequência de um incidente ocorrido na manhã deste sábado, 4 de Julho, durante o acto de rendição das forças do serviço de piquete de 24 horas no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca, no município de Catete, província do Icolo e Bengo. De acordo com um comunicado da Delegação Provincial do Ministério do Interior no Icolo e Bengo, o incidente envolveu três Agentes Prisionais de 3.ª Classe. Segundo os dados preliminares, um dos efectivos procedia à manutenção do equipamento letal sob a sua responsabilidade, no momento da troca de turno, quando ocorreram disparos acidentais em rajada que atingiram dois colegas. As vítimas foram imediatamente socorridas e transportadas para o Hospital Municipal de Catete. Em consequência da gravidade dos ferimentos, a Agente Prisional de 3.ª Classe Priscila Paz não resistiu e acabou por falecer naquela unidade hospitalar. O outro Agente Prisional recebeu os primeiros cuidados...

"Tios de aluguer" já custam até 300 mil kwanzas em Luanda para pedidos de noivado


O fenómeno dos chamados "tios de aluguer" continua a ganhar espaço em Luanda, onde alguns cidadãos chegam a cobrar entre 50 mil e 300 mil kwanzas para se fazerem passar por familiares durante cerimónias tradicionais de pedido de noivado, também conhecidas como alembamento.

Segundo informações avançadas pelo jornal O País, a prática, que não é recente, tem registado um crescimento devido ao agravamento das dificuldades económicas e à escassez de oportunidades de emprego. Os casos são apontados como mais frequentes nos municípios do Rangel, Cazenga e Sambizanga.

Nas cerimónias de pedido de noivado, é tradição que a família do noivo esteja representada por pais, tios, irmãos, primos e outros familiares próximos. No entanto, em muitos casos, alguns dos supostos "tios" não possuem qualquer ligação familiar com o noivo, sendo contratados apenas para representar a família durante o acto.

De acordo com a publicação, o valor cobrado varia entre 50 mil e 300 mil kwanzas, dependendo da dimensão da cerimónia, da experiência da pessoa contratada e do grau de participação esperado durante o evento.

Sociólogos e especialistas em assuntos familiares manifestam preocupação com o crescimento desta prática, considerando que ela compromete a autenticidade e o simbolismo de uma das mais importantes tradições culturais angolanas. Já os envolvidos defendem que esta actividade representa uma alternativa de sobrevivência num contexto marcado pelo desemprego e pelas dificuldades financeiras, embora reconheçam que a prática levanta questões éticas.

Fonte: Jornal O País.

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