Avançar para o conteúdo principal

O Assunto do Momento

"Fiz a inscrição, mas até hoje não recebi o número de referência": candidatos denunciam novo problema no concurso do MININT

Luanda, Angola - Depois de o Ministério do Interior (MININT) ter resolvido as dificuldades relacionadas com a confirmação por e-mail, um novo problema começou a ser denunciado por vários candidatos ao Concurso Público de Ingresso Externo. Desta vez, as reclamações estão relacionadas com a ausência do número de referência da candidatura, documento considerado essencial para acompanhar o estado do processo. Nas últimas horas, o Baconguinho News recebeu vários relatos de candidatos que afirmam ter concluído a inscrição com sucesso, mas que, no final do processo, não receberam o número de referência da candidatura. Em contrapartida, outros candidatos conseguiram visualizar normalmente esse número na página de confirmação, conforme demonstram capturas de ecrã partilhadas com a nossa redacção. Segundo as observações do Baconguinho News, existem actualmente duas situações distintas. Numa delas, após a submissão da candidatura, o sistema apresenta o número de referência, acompanhado da indicaç...

"Retiraram cartazes de João Lourenço das ruas por alegarem que não era período eleitoral e agora vão a julgamento"

Luanda, Angola - Os activistas Mbanza Hanza, Guimarães João e o pensólogo Abdenego Eduardo deverão comparecer na próxima quinta-feira, às 11h00, no Tribunal Ana Joaquina, em Luanda, para responder a um processo judicial relacionado com acontecimentos ocorridos em 2021.

De acordo com informações divulgadas pela Revista Luanda, o julgamento decorre no âmbito do Processo n.º 2131/2022, no qual os três arguidos respondem pelos alegados crimes de vandalismo, associação criminosa e furto.

Segundo a defesa, a origem do processo está ligada a uma acção protagonizada pelos activistas, que contestaram a colocação de material de propaganda do MPLA com a inscrição "JLO Reeleito", por entenderem que o país não se encontrava, na altura, em período pré-eleitoral nem eleitoral.

Ainda de acordo com a versão apresentada pela defesa, após concederem um prazo para que o partido removesse voluntariamente os referidos materiais, os activistas decidiram retirá-los das vias públicas e entregá-los ao Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Os arguidos sustentam que actuaram no exercício da cidadania e em defesa da legalidade, considerando que o processo judicial representa uma tentativa de limitar a sua intervenção cívica.

Por sua vez, o advogado de defesa, Zacarias Jeremias, afirmou confiar na Justiça angolana e manifestou expectativa de que o julgamento decorra com imparcialidade, cabendo ao tribunal analisar as provas produzidas e decidir o caso de acordo com a lei.

Até ao momento, não foi tornada pública qualquer posição das entidades acusadoras sobre as declarações apresentadas pela defesa.

O julgamento é aguardado com expectativa por organizações da sociedade civil e por cidadãos que acompanham casos relacionados com o exercício da liberdade de expressão e do activismo em Angola.

Fonte: Revista Luanda.

Pergunta aos leitores: Na sua opinião, casos relacionados com acções de activismo devem ser resolvidos prioritariamente através do diálogo ou da via judicial?

Comentários

ANGOLALUANDA