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"Sou mesmo pacheco e posso chular mais de 10 milhões", diz Telmo Kebra em entrevista
O músico e influenciador angolano Telmo Kebra voltou a gerar polémica ao conceder uma entrevista ao programa Conexão, onde abordou a sua trajectória nas redes sociais, a forma como ganha dinheiro e respondeu a perguntas sobre a sua vida pessoal.
Durante a conversa, o apresentador Bráulio questionou o artista sobre os conteúdos que produzia nas redes sociais para alcançar viralização, perguntando se se arrependia dessa fase.
Em resposta, Telmo Kebra afirmou que não se arrepende de nenhuma das suas escolhas.
«"Eu não me arrependo dos conteúdos e das músicas que faço, nunca me irei arrepender. Eu sei de onde saí e não quero voltar para lá. Não tenho trabalho no Governo e tenho que me ajeitar. Hoje tenho dinheiro e devemos aceitar o imediatismo", declarou.»
Questionado sobre as críticas de que seria "pacheco", expressão popular usada para designar homens que vivem de relacionamentos com mulheres financeiramente estáveis, o artista respondeu sem hesitar.
«"Sim, sou mesmo. Elas gostam de mim. Posso chular mais de 10 milhões. Vivo bem, sustento a minha família e o meu telefone custa 2 milhões de kwanzas", afirmou.»
A entrevista tornou-se ainda mais controversa quando Bráulio perguntou sobre alegações de que o músico não estaria a pagar a pensão do filho.
Segundo Telmo Kebra, a situação deve-se a problemas com a mãe da criança.
«"Eu não dou mesmo, ela tem maus hábitos", respondeu.»
O apresentador questionou ainda se o artista não receava que a sua imagem pública acabasse por ter mais impacto do que a sua carreira musical.
Em resposta, Telmo Kebra afirmou que actualmente obtém mais rendimentos através de parcerias comerciais do que com espectáculos.
«"Não. Eu ganho mais com parcerias do que com os shows", disse.»
As declarações rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e motivaram reações de outras figuras públicas.
O músico Príncipe Ouro Negro manifestou discordância com a postura de Telmo Kebra, afirmando que "um Bruno M pensaria diferente" e defendendo que "não vende a moral pelo pão". O artista acrescentou ainda que o Ministério da Cultura deveria "reeducar o Telmo".
Já o também músico Rei Loy responsabilizou os meios de comunicação social pela exposição do influenciador.
«"Príncipe, fica calmo. A culpa é das televisões que chamam esses manos", comentou.»
As declarações continuam a dividir opiniões entre os internautas, enquanto o vídeo da entrevista circula amplamente nas plataformas digitais.
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