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O Assunto do Momento

Agente Prisional morre após disparos acidentais durante troca de turno no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca

Uma Agente Prisional de 3.ª Classe morreu e outro efectivo ficou ferido na sequência de um incidente ocorrido na manhã deste sábado, 4 de Julho, durante o acto de rendição das forças do serviço de piquete de 24 horas no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca, no município de Catete, província do Icolo e Bengo. De acordo com um comunicado da Delegação Provincial do Ministério do Interior no Icolo e Bengo, o incidente envolveu três Agentes Prisionais de 3.ª Classe. Segundo os dados preliminares, um dos efectivos procedia à manutenção do equipamento letal sob a sua responsabilidade, no momento da troca de turno, quando ocorreram disparos acidentais em rajada que atingiram dois colegas. As vítimas foram imediatamente socorridas e transportadas para o Hospital Municipal de Catete. Em consequência da gravidade dos ferimentos, a Agente Prisional de 3.ª Classe Priscila Paz não resistiu e acabou por falecer naquela unidade hospitalar. O outro Agente Prisional recebeu os primeiros cuidados...

🚨 "Só Higino Carneiro pode fazer frente a João Lourenço", defendem internautas após formalização da candidatura

O general na reforma Francisco Higino Lopes Carneiro continua no centro do debate político angolano. Depois de ser acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), responder publicamente ao processo e formalizar a sua candidatura à presidência do MPLA, muitos internautas passaram a considerá-lo o único dirigente do partido com capacidade para disputar a liderança interna com João Lourenço.

Nas últimas horas, as redes sociais foram inundadas por comentários de apoio ao general. Muitos utilizadores defendem que Higino Carneiro demonstrou firmeza ao manter a candidatura mesmo depois de ter sido alvo de uma acusação criminal, considerando que poucos dirigentes do MPLA enfrentariam um cenário semelhante.

Para vários internautas, a apresentação da candidatura, acompanhada por mais de 19 mil assinaturas de militantes — número muito superior às cinco mil exigidas pelos estatutos do partido — demonstra que o general possui uma base significativa de apoio e pode representar uma alternativa na disputa pela liderança do MPLA.

Os comentários surgem depois de uma semana marcada por acontecimentos políticos e judiciais. A Procuradoria-Geral da República anunciou a acusação de Higino Carneiro pelos crimes de peculato e branqueamento de capitais. O general respondeu através de um comunicado, questionando os procedimentos adoptados e afirmando que, inicialmente, tomou conhecimento da acusação através da comunicação social. Posteriormente, a PGR informou oficialmente o seu mandatário de que já havia sido proferido despacho de acusação no processo.

Apesar do processo judicial, Higino Carneiro formalizou, no dia 25 de Junho, a sua candidatura à presidência do MPLA. No comunicado divulgado após a entrega do processo, afirmou que pretende fortalecer a democracia interna do partido, defender o respeito pelos estatutos e "somar e não dividir".

Enquanto muitos internautas afirmam que Higino Carneiro é hoje o único nome dentro do MPLA capaz de fazer frente ao actual líder do partido, outros defendem que a disputa deve decorrer dentro das regras partidárias e que o processo judicial deve seguir o seu curso normal, cabendo às autoridades competentes apurar os factos.

Independentemente das diferentes posições, o nome de Higino Carneiro permanece entre os assuntos mais debatidos da actualidade política angolana, alimentando uma intensa discussão nas redes sociais sobre o futuro da liderança do MPLA.

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