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O Assunto do Momento

Agente Prisional morre após disparos acidentais durante troca de turno no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca

Uma Agente Prisional de 3.ª Classe morreu e outro efectivo ficou ferido na sequência de um incidente ocorrido na manhã deste sábado, 4 de Julho, durante o acto de rendição das forças do serviço de piquete de 24 horas no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca, no município de Catete, província do Icolo e Bengo. De acordo com um comunicado da Delegação Provincial do Ministério do Interior no Icolo e Bengo, o incidente envolveu três Agentes Prisionais de 3.ª Classe. Segundo os dados preliminares, um dos efectivos procedia à manutenção do equipamento letal sob a sua responsabilidade, no momento da troca de turno, quando ocorreram disparos acidentais em rajada que atingiram dois colegas. As vítimas foram imediatamente socorridas e transportadas para o Hospital Municipal de Catete. Em consequência da gravidade dos ferimentos, a Agente Prisional de 3.ª Classe Priscila Paz não resistiu e acabou por falecer naquela unidade hospitalar. O outro Agente Prisional recebeu os primeiros cuidados...

Internautas elegem Higino Carneiro como o "homem do ano" após desafiar o sistema


O general na reforma Francisco Higino Lopes Carneiro voltou a dominar o debate político em Angola. Depois de ter sido acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), reagir publicamente ao processo e formalizar, nesta quinta-feira, 25 de Junho, a sua candidatura à presidência do MPLA, milhares de internautas passaram a descrevê-lo como o "homem do ano", considerando-o uma das figuras políticas mais marcantes de 2026.

A sequência dos acontecimentos começou quando a Procuradoria-Geral da República anunciou que Higino Carneiro seria acusado dos crimes de peculato e branqueamento de capitais, relacionados com alegada utilização indevida de fundos públicos durante o período em que exerceu funções de governador do então Cuando-Cubango.

Em resposta, o general divulgou uma nota de imprensa na qual afirmou ter tomado conhecimento da acusação através dos órgãos de comunicação social, alegando que nem ele nem o seu advogado tinham sido formalmente notificados naquele momento. Na mesma nota, questionou a legalidade do procedimento e sustentou que o processo ainda se encontrava na fase de instrução preparatória.

Entretanto, a Procuradoria-Geral da República remeteu um ofício ao mandatário de Higino Carneiro informando que já havia sido proferido despacho de acusação no Processo-Crime n.º 46/2019 e comunicando o cancelamento das diligências anteriormente agendadas, incluindo o interrogatório complementar previsto para aquele processo.

Mesmo perante o desenvolvimento do processo judicial, Higino Carneiro avançou com o seu projecto político e formalizou, nesta quinta-feira, a candidatura à presidência do MPLA junto da Subcomissão de Candidaturas do IX Congresso Ordinário do partido.

Segundo o candidato, o processo foi acompanhado por mais de 19 mil fichas de subscrição de militantes, número muito superior às cinco mil assinaturas exigidas pelos estatutos do partido. No comunicado divulgado após a entrega da candidatura, agradeceu aos militantes, amigos e simpatizantes que apoiaram a iniciativa e afirmou que muitos enfrentaram pressões, intimidações e dificuldades durante a recolha das assinaturas.

No mesmo documento, Higino Carneiro defendeu que a democracia interna fortalece o MPLA, apelou ao respeito pelos estatutos do partido e afirmou que pretende "somar e não dividir", reiterando que o seu objectivo é contribuir para o fortalecimento da organização e servir Angola.

Toda esta sucessão de acontecimentos gerou uma enorme repercussão nas redes sociais. Em várias plataformas digitais, milhares de utilizadores passaram a manifestar apoio ao general, classificando-o como o "homem do ano", "figura do ano" e "personalidade política do ano", argumentando que poucos políticos conseguiram manter uma candidatura activa mesmo enfrentando um processo judicial e forte pressão política.

Outros internautas, contudo, defendem que o processo deve continuar a ser analisado pelas autoridades competentes e que a disputa interna do MPLA deve decorrer dentro das regras estabelecidas pelo partido.

Independentemente das diferentes opiniões, Higino Carneiro tornou-se uma das figuras mais comentadas da actualidade política angolana, protagonizando uma semana marcada por desenvolvimentos judiciais, disputa partidária e intensa mobilização nas redes sociais.

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