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Admissão de 2,5 milhões e propinas acima de 4 milhões: Colégio São Francisco de Assis gera revolta entre pais.
Um editorial publicado pelo jornal Novo Jornal colocou o Colégio São Francisco de Assis, localizado em Luanda Sul, no centro de um debate sobre os custos da educação privada em Angola, após analisar os valores e critérios de admissão previstos para o ano lectivo 2026/2027.
Segundo informações citadas pelo Novo Jornal, o processo de admissão da instituição contempla diferentes modalidades de ingresso, incluindo uma modalidade denominada "Excelência", cujo valor ronda os 2,5 milhões de kwanzas. O jornal refere que esta modalidade surge como um dos principais critérios de prioridade para atribuição de vagas.
De acordo com o preçário analisado pelo periódico, os custos de frequência podem ultrapassar os 4 milhões de kwanzas por trimestre em determinados níveis de ensino, além de despesas associadas à matrícula, alimentação, actividades extracurriculares e outros serviços complementares.
O editorial destaca ainda que alguns encarregados de educação manifestaram preocupação com os critérios adoptados pela instituição, alegando que determinadas exigências poderão limitar as opções das famílias interessadas em manter os seus educandos no estabelecimento de ensino.
Ainda segundo o Novo Jornal, alguns pais afirmam estar a avaliar mecanismos legais para contestar determinadas medidas, enquanto outros defendem uma maior abertura ao diálogo entre a direcção da escola e a comunidade educativa.
Por sua vez, o Colégio São Francisco de Assis, citado no mesmo editorial, justifica as alterações com a necessidade de continuar a garantir elevados padrões de qualidade nos serviços lectivos e extralectivos prestados à comunidade escolar.
A instituição refere igualmente que os critérios de admissão foram definidos após um processo de avaliação interna e que visam assegurar a sustentabilidade e a continuidade do seu projecto educativo.
O debate surge numa altura em que os custos do ensino privado continuam a ser tema de discussão em Angola, sobretudo entre famílias que procuram acesso a instituições consideradas de referência no sector da educação.
Fonte: Editorial publicado pelo Novo Jornal.
👉 O que pensa sobre os valores praticados por algumas escolas privadas em Angola? Considera que os custos são compatíveis com a qualidade dos serviços prestados? Deixe a sua opinião nos comentários.
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