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O Assunto do Momento

Agente Prisional morre após disparos acidentais durante troca de turno no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca

Uma Agente Prisional de 3.ª Classe morreu e outro efectivo ficou ferido na sequência de um incidente ocorrido na manhã deste sábado, 4 de Julho, durante o acto de rendição das forças do serviço de piquete de 24 horas no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca, no município de Catete, província do Icolo e Bengo. De acordo com um comunicado da Delegação Provincial do Ministério do Interior no Icolo e Bengo, o incidente envolveu três Agentes Prisionais de 3.ª Classe. Segundo os dados preliminares, um dos efectivos procedia à manutenção do equipamento letal sob a sua responsabilidade, no momento da troca de turno, quando ocorreram disparos acidentais em rajada que atingiram dois colegas. As vítimas foram imediatamente socorridas e transportadas para o Hospital Municipal de Catete. Em consequência da gravidade dos ferimentos, a Agente Prisional de 3.ª Classe Priscila Paz não resistiu e acabou por falecer naquela unidade hospitalar. O outro Agente Prisional recebeu os primeiros cuidados...

“A acusação é ilegal”: Higino Carneiro acusa PGR de violar a lei e desafia processo anunciado à imprensa


O general na reforma Francisco Higino Lopes Carneiro reagiu esta terça-feira ao anúncio da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a acusação que lhe foi deduzida pelos crimes de peculato e branqueamento de capitais, afirmando que tomou conhecimento do caso através dos órgãos de comunicação social e não por via de uma notificação formal.

Numa nota de imprensa divulgada pelo seu gabinete, Higino Carneiro considera que o procedimento adoptado pela PGR levanta sérias dúvidas quanto à legalidade do processo e ao respeito pelas garantias processuais previstas na legislação angolana.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o antigo governador do Cuando-Cubango é acusado de ter utilizado indevidamente fundos públicos destinados ao desenvolvimento social e económico da então província, alegadamente em benefício próprio, através da construção e gestão de empreendimentos turísticos e hoteleiros.

No entanto, a defesa do general sustenta que o Processo-Crime n.º 46/19 continua na fase de instrução preparatória, existindo diligências ainda por realizar, incluindo um interrogatório complementar que estava agendado para esta terça-feira.

De acordo com a nota, enquanto a instrução não estiver formalmente concluída, o Ministério Público junto do Tribunal Supremo não dispõe de competência legal para formular uma acusação, uma vez que essa competência apenas surge após o encerramento da fase instrutória e a remessa dos autos.

Por essa razão, Higino Carneiro entende que a acusação anunciada publicamente poderá estar afectada por um “vício processual grave”, susceptível de determinar a sua nulidade.

A defesa critica igualmente o facto de nem o arguido nem o seu mandatário terem sido formalmente notificados antes da divulgação pública do comunicado da PGR.

“Como pôde o Ministério Público junto do Tribunal Supremo notificar um arguido num processo que ainda não lhe foi remetido e no qual subsistem diligências instrutórias por concluir?”, questiona a nota.

Apesar da polémica, Higino Carneiro afirma manter-se tranquilo e disponível para colaborar com a justiça, sublinhando que sempre actuou com respeito pelas instituições da República.

Na mesma nota, o antigo dirigente reafirma a sua confiança no Estado de Direito e manifesta convicção de que “a verdade dos factos prevalecerá”.

A reacção surge poucas horas depois de a Procuradoria-Geral da República anunciar oficialmente a acusação contra o general, num dos processos judiciais mais mediáticos da actualidade política angolana.

Fontes: Procuradoria-Geral da República, Nota de Imprensa do Gabinete de Francisco Higino Lopes Carneiro e Rádio Despertar.





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