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O Assunto do Momento

Agente Prisional morre após disparos acidentais durante troca de turno no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca

Uma Agente Prisional de 3.ª Classe morreu e outro efectivo ficou ferido na sequência de um incidente ocorrido na manhã deste sábado, 4 de Julho, durante o acto de rendição das forças do serviço de piquete de 24 horas no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca, no município de Catete, província do Icolo e Bengo. De acordo com um comunicado da Delegação Provincial do Ministério do Interior no Icolo e Bengo, o incidente envolveu três Agentes Prisionais de 3.ª Classe. Segundo os dados preliminares, um dos efectivos procedia à manutenção do equipamento letal sob a sua responsabilidade, no momento da troca de turno, quando ocorreram disparos acidentais em rajada que atingiram dois colegas. As vítimas foram imediatamente socorridas e transportadas para o Hospital Municipal de Catete. Em consequência da gravidade dos ferimentos, a Agente Prisional de 3.ª Classe Priscila Paz não resistiu e acabou por falecer naquela unidade hospitalar. O outro Agente Prisional recebeu os primeiros cuidados...

Tragédia no Bengo: desabamento em mina artesanal deixa pelo menos 26 jovens sem vida em Nambuangongo


A província do Bengo vive um dos episódios mais trágicos dos últimos tempos após um desabamento de terra ocorrido nas primeiras horas deste sábado, 23 de Maio, no bairro Kifula, comuna de Canacassala, município de Nambuangongo, que provocou a perda de vida de pelo menos 26 jovens exploradores artesanais de ouro.

Segundo informações preliminares, os jovens encontravam-se no interior de uma área de exploração mineira artesanal quando grandes quantidades de terra cederam, soterrando dezenas de trabalhadores.

As operações de remoção de corpos continuam no local, enquanto aumenta o receio de que o número de vítimas possa subir nas próximas horas. Até ao momento, quatro pessoas foram resgatadas com vida.

Imagens e relatos partilhados a partir da região mostram os corpos das vítimas a serem transportados em tipóias, devido à insuficiência de meios adequados para responder à dimensão da tragédia.

O clima no Bengo é de dor, choque e revolta, numa altura em que várias famílias continuam à procura de informações sobre parentes desaparecidos.

A tragédia reacende o debate sobre os perigos associados à exploração artesanal e descontrolada de recursos minerais em várias regiões de Angola, frequentemente marcada pela ausência de condições de segurança, fiscalização e assistência técnica.

O caso já provoca forte comoção social em diferentes pontos do país, sobretudo entre jovens que enfrentam condições extremamente arriscadas na tentativa de garantir sustento para as suas famílias.




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