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O Assunto do Momento

Agente Prisional morre após disparos acidentais durante troca de turno no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca

Uma Agente Prisional de 3.ª Classe morreu e outro efectivo ficou ferido na sequência de um incidente ocorrido na manhã deste sábado, 4 de Julho, durante o acto de rendição das forças do serviço de piquete de 24 horas no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca, no município de Catete, província do Icolo e Bengo. De acordo com um comunicado da Delegação Provincial do Ministério do Interior no Icolo e Bengo, o incidente envolveu três Agentes Prisionais de 3.ª Classe. Segundo os dados preliminares, um dos efectivos procedia à manutenção do equipamento letal sob a sua responsabilidade, no momento da troca de turno, quando ocorreram disparos acidentais em rajada que atingiram dois colegas. As vítimas foram imediatamente socorridas e transportadas para o Hospital Municipal de Catete. Em consequência da gravidade dos ferimentos, a Agente Prisional de 3.ª Classe Priscila Paz não resistiu e acabou por falecer naquela unidade hospitalar. O outro Agente Prisional recebeu os primeiros cuidados...

PRESIDENTE DA REPÚBLICA RECEBE ADALBERTO COSTA JÚNIOR E REJEITA PROPOSTA DE “PACTO PARA ESTABILIDADE NACIONAL”



O Presidente da República de Angola, João Lourenço, recebeu em audiência o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, na sequência da proposta de um pacto para a estabilidade e reconciliação nacional apresentada pelo maior partido da oposição.

Segundo uma nota oficial, a proposta submetida pela UNITA inclui medidas como a aprovação de uma nova Constituição da República, uma Lei de Reforma Política e ainda uma Lei de Amnistia Global e Perpétua destinada a cidadãos envolvidos em crimes económicos e financeiros, mediante o pagamento de multas equivalentes a 30% do património obtido ilegalmente.

Na resposta apresentada após o encontro, o Executivo considerou que pactos políticos desta natureza costumam surgir em cenários de transição política, ruptura institucional ou crises graves, situações que, segundo o Governo, não se verificam actualmente em Angola.

O Executivo recordou ainda que o país vive em paz desde 2002 e realiza regularmente eleições desde 2008, defendendo que as instituições do Estado continuam a funcionar dentro da normalidade constitucional.

Neste contexto, o Governo entende que não existem razões políticas ou institucionais que justifiquem a criação do referido pacto político, defendendo que os assuntos de interesse nacional devem continuar a ser tratados com base na Constituição e nas leis em vigor.

A Presidência da República reforçou igualmente que a UNITA possui legitimidade parlamentar para apresentar propostas legislativas através do seu grupo na Assembleia Nacional.

O encontro entre João Lourenço e Adalberto Costa Júnior volta a colocar no centro do debate temas como reconciliação nacional, reformas políticas e combate à corrupção. Porque em Angola, até quando os políticos falam de estabilidade, o país inteiro começa imediatamente a tentar adivinhar qual é a turbulência escondida atrás da palavra.


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