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Comunicado do BAI confirma ataque à agência da Cidadela; banco lamenta morte de segurança

Luanda, Angola - O Banco Angolano de Investimentos (BAI) confirmou, através de um comunicado oficial divulgado nesta quarta-feira, 8 de Julho, a ocorrência de uma acção criminosa na sua agência da Cidadela Desportiva, em Luanda, incidente que provocou a morte de um funcionário dos serviços de segurança de uma empresa prestadora de serviços e deixou outro profissional ferido. No comunicado, o BAI lamenta profundamente a morte do segurança e apresenta sentidas condolências à família enlutada, assegurando que está igualmente a prestar apoio ao profissional ferido, bem como aos colaboradores da agência afectados pela ocorrência. Segundo informações preliminares recolhidas no local e ainda não confirmadas oficialmente pelas autoridades, os suspeitos deslocavam-se numa motorizada e usavam vestuário semelhante ao de trabalhadores de limpeza, estratégia que lhes terá permitido aproximar-se da agência bancária sem despertar suspeitas. Testemunhas relataram ainda que os criminosos terão aguardad...

JUSTIÇA SOB PRESSÃO? PRESIDENTE DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL DE ANGOLA, LAURINDA PRAZERES, ALERTA PARA DESAFIOS DA INDEPENDÊNCIA JUDICIAL EM ÁFRICA


Magistrada angolana discursou no Brasil durante a Conferência Ibero-Americana de Justiça Constitucional e defendeu o reforço do Estado de Direito e da autonomia dos tribunais africanos.

A Presidente do Tribunal Constitucional de Angola, Laurinda Prazeres, participou esta terça-feira, 12 de Maio, na XVI Conferência Ibero-Americana de Justiça Constitucional, realizada em Brasília, no Brasil, onde abordou os desafios enfrentados pelos tribunais africanos e destacou a importância da independência judicial para a consolidação democrática no continente.

Durante a sua intervenção, feita em representação da Conferência das Jurisdições Constitucionais Africanas (CJCA), organismo que reúne 50 países-membros, Laurinda Prazeres afirmou que os tribunais constitucionais devem actuar como “escudo dos mais vulneráveis” e como garantia do equilíbrio democrático nas sociedades modernas.

A magistrada destacou ainda que África e os países ibero-americanos partilham experiências históricas ligadas à luta pela dignidade humana, pelo reforço das instituições e pela construção de sistemas jurídicos mais fortes e transparentes.

Segundo Laurinda Prazeres, os tribunais africanos continuam a enfrentar vários desafios estruturais, entre eles questões ligadas à autonomia institucional, estabilidade democrática e fortalecimento do Estado de Direito. A juíza conselheira defendeu também uma maior cooperação entre jurisdições constitucionais de diferentes continentes, sublinhando que a troca de experiências pode contribuir para soluções mais eficazes em matérias relacionadas com direitos fundamentais, justiça constitucional e equilíbrio entre poderes.

Ao longo do discurso, a presidente do Tribunal Constitucional angolano frisou que o diálogo entre os tribunais não deve ser encarado apenas como um encontro académico ou diplomático, mas como uma necessidade estratégica num contexto internacional marcado por crises políticas, sociais e institucionais.

A conferência decorre no Brasil e reúne presidentes de tribunais constitucionais, juízes conselheiros e especialistas em Direito oriundos de vários países da África, Europa e América Latina, com debates centrados em temas como direitos humanos, independência judicial, modernização tecnológica da justiça e justiça climática.

Nas redes sociais, as declarações da magistrada angolana também começaram a gerar debate entre internautas, sobretudo após os alertas relacionados com os desafios da justiça e da independência judicial no continente africano.

Na sua opinião, os tribunais africanos têm hoje verdadeira independência perante os desafios políticos e institucionais do continente?

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