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O Assunto do Momento

Agente Prisional morre após disparos acidentais durante troca de turno no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca

Uma Agente Prisional de 3.ª Classe morreu e outro efectivo ficou ferido na sequência de um incidente ocorrido na manhã deste sábado, 4 de Julho, durante o acto de rendição das forças do serviço de piquete de 24 horas no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca, no município de Catete, província do Icolo e Bengo. De acordo com um comunicado da Delegação Provincial do Ministério do Interior no Icolo e Bengo, o incidente envolveu três Agentes Prisionais de 3.ª Classe. Segundo os dados preliminares, um dos efectivos procedia à manutenção do equipamento letal sob a sua responsabilidade, no momento da troca de turno, quando ocorreram disparos acidentais em rajada que atingiram dois colegas. As vítimas foram imediatamente socorridas e transportadas para o Hospital Municipal de Catete. Em consequência da gravidade dos ferimentos, a Agente Prisional de 3.ª Classe Priscila Paz não resistiu e acabou por falecer naquela unidade hospitalar. O outro Agente Prisional recebeu os primeiros cuidados...

“Estamos a emagrecer”: denúncia de funcionários expõe alegadas condições precárias de trabalho

Funcionários acusam empresa de baixos salários, ausência de subsídios, jornadas excessivas e alegadas irregularidades laborais. Trabalhadores afirmam temer represálias.

Funcionários ligados a uma fábrica de produção de sumos identificada como Canan South, responsável pela marca Joy, denunciaram alegadas más condições de trabalho, baixos salários e supostas irregularidades laborais dentro da empresa.

Em mensagens enviadas à redacção, trabalhadores afirmam viver uma situação “insustentável” e dizem temer represálias caso as suas identidades sejam descobertas.

Segundo os relatos, vários funcionários trabalham há anos na empresa sem aumentos salariais significativos.

“Eu trabalho há seis anos aqui e nunca fui aumentada o salário, a não ser quando o Governo mandou”, relatou uma funcionária da área de produção.

Os denunciantes afirmam que muitos trabalhadores recebem cerca de 80 mil kwanzas mensais, apesar das longas jornadas de trabalho que, segundo descrevem, decorrem das 7h às 19h.

Além disso, os funcionários acusam a empresa de não fornecer transporte, alimentação ou subsídios relacionados.

“Não tem transporte, não dão subsídio de transporte e não dão alimentação”, afirmam.

As denúncias incluem ainda alegações de ausência de pagamento de horas extras, descontos considerados injustificados e um regime de turnos considerado desgastante pelos trabalhadores.

Segundo os relatos, há semanas em que funcionários trabalham de dia e noutras passam directamente para turnos nocturnos, sem folgas adequadas.

Outro ponto levantado pelos denunciantes está relacionado com acidentes de trabalho. Os funcionários afirmam que alguns colegas sofreram lesões graves durante o serviço e alegadamente não foram indemnizados.

“Temos colegas que já perderam membros do corpo e não foram indemnizados”, denunciam.

Os trabalhadores também acusam alegadas falhas nas fiscalizações e afirmam que diferentes entidades já passaram pela empresa sem que mudanças concretas fossem implementadas.

Até ao momento, a empresa citada nas denúncias não se pronunciou publicamente sobre as acusações.

Os funcionários apelam à intervenção das autoridades competentes, incluindo órgãos de fiscalização laboral e direitos dos trabalhadores, afirmando que muitos colegas enfrentam problemas de saúde física e emocional devido às condições descritas.



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